Agronegócio, ESG e segurança jurídica documental no Mercosul: rastreabilidade, competitividade e adequação às novas barreiras não-tarifárias globais

Autores/as

  • Larisa de Castro Coelho Universidade de Ribeirão Preto - UNAERP Autor/a
  • Marcel Ribeiro Tarquinio Daltro Nelson Wilians Advogados Autor/a

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.21460160

Palabras clave:

agronegócio, Mercosul, ESG, EUDR, barreiras não-tarifárias, rastreabilidade, segurança jurídica documental, comércio internacional

Resumen

O presente artigo analisa os impactos das novas barreiras não-tarifárias ambientais sobre o agronegócio do Mercosul, com especial enfoque no Regulamento Antidesmatamento da União Europeia (European Union Deforestation Regulation – EUDR) e na crescente incorporação dos critérios Environmental, Social and Governance (ESG) ao comércio internacional. Parte-se da constatação de que a sustentabilidade deixou de constituir mero diferencial reputacional para se converter em requisito efetivo de acesso aos mercados globais, impondo novas obrigações de conformidade, rastreabilidade e transparência às cadeias produtivas agroexportadoras. O problema de pesquisa consiste em investigar como o agronegócio do Mercosul pode se adequar às exigências socioambientais internacionais sem comprometer sua competitividade econômica e garantindo segurança jurídica documental ao longo da cadeia produtiva. Adota-se o método dedutivo, com abordagem qualitativa e pesquisa bibliográfica e documental, fundamentada em literatura especializada sobre comércio internacional, Direito Ambiental, governança ESG e rastreabilidade agroindustrial. Inicialmente, examina-se a ascensão das exigências ESG como nova categoria de barreiras não-tarifárias e sua influência sobre os fluxos comerciais globais. Em seguida, analisa-se o papel da rastreabilidade georreferenciada, da inteligência territorial e das tecnologias digitais como instrumentos de produção de evidências auditáveis de conformidade ambiental. Por fim, discute-se a necessidade de fortalecimento institucional do Mercosul por meio da harmonização normativa, do reconhecimento da equivalência regulatória e da construção de mecanismos regionais de governança documental. Conclui-se que a adaptação competitiva do agronegócio do Mercosul depende da institucionalização documental da sustentabilidade, mediante sistemas integrados de rastreabilidade, governança e inteligência territorial capazes de transformar práticas ambientais e sociais em ativos reputacionais e econômicos reconhecidos internacionalmente. Sustenta-se que a competitividade futura do bloco estará diretamente relacionada à sua capacidade de exportar não apenas commodities, mas também confiança, transparência e sustentabilidade certificada.

Biografía del autor/a

  • Larisa de Castro Coelho, Universidade de Ribeirão Preto - UNAERP

    Doutoranda e mestre em Direitos Coletivos e Cidadania na Universidade de Ribeirão Preto. Tem MBA em Governança Corporativa com ênfase em ESG pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná e especialização em Direito Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas. Graduada em Direito pela Universidade de Franca. Advogada no Nelson Wilians Advogados, atua nos Núcleos de Direito Ambiental e ESG, assessorando empresas na mitigação de riscos ambientais, governança corporativa e conformidade regulatória. Reconhecida por sua expertise acadêmica e prática, é autora e organizadora de diversas obras jurídicas pela Editora Juspodivm, incluindo os best-sellers "Código Florestal Comentado e Anotado Artigo por Artigo", "Compliance Ambiental: Estruturas Sustentáveis e Gestão de Riscos" e "Análise Econômica do Processo Civil", organizada pelo Prof. Dr. Edilson Vitorelli.

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Publicado

06/30/2026

Número

Sección

Artículos

Cómo citar

Agronegócio, ESG e segurança jurídica documental no Mercosul: rastreabilidade, competitividade e adequação às novas barreiras não-tarifárias globais. (2026). Juridical Horizons Review, 2, 140-164. https://doi.org/10.5281/zenodo.21460160